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VHS #9 | Neemias Queta, o conector

O poste português dos Boston Celtics chegou à centena de assistências na fase regular da temporada da NBA. Joe Mazzulla já sabia porquê.

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Ricardo Brito Reis
Mar 20, 2026
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Foto: Brian Babineau (NBAE via Getty Images)

Neemias Queta foi apresentado ao mundo da NBA como especialista defensivo. Ressaltos, desarmes de lançamento, presença física no pintado. O trabalho invisível que as estatísticas convencionais capturam mal. A narrativa estava definida, mas era incompleta.

Com 100 assistências na fase regular, o poste português dos Boston Celtics ultrapassa a marca que melhor resume a sua evolução nesta temporada. Não é apenas um número: é a prova de que o ataque de Boston passa cada vez mais pelas suas mãos. Na semana passada, frente aos Phoenix Suns, igualou o máximo de carreira com seis assistências num jogo. O treinador Joe Mazzulla não se surpreendeu:

«A capacidade do Neemias como conector — a capacidade de fazer bloqueios, de abrir colegas, de ler o jogo em transição e criar situações de dois contra um no início do shot clock — é algo em que ele tem melhorado ao longo de toda a época.»

A capacidade de somar assistências a partir de handoffs, no short roll após bloqueio direto ou após ressaltos ofensivos — conquistar a segunda oportunidade com o tráfego acumulado na área restritiva e encontrar rapidamente o atirador no perímetro — já foi documentada aqui no Borracha Laranja. Os três vídeos que se seguem mostram outras dimensões do mesmo jogador.


O cotovelo como eixo

A primeira dimensão é a mais silenciosa. Posicionado no cotovelo da área restritiva ou no topo dos três pontos, Neemias recebe a bola de um lado e rapidamente entrega a um jogador de perímetro do outro para um lançamento aberto. Não é passe de espetáculo, mas de processamento. A velocidade com que lê o campo e executa a mudança de lado da bola tem melhorado visivelmente ao longo da época: menos hesitação, ângulo mais limpo, entrega mais rápida. As defesas têm cada vez menos tempo para recuperar o posicionamento.

Mas há mais motivos que explicam por que razão Mazzulla procura o gigante do Vale da Amoreira cada vez mais.

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