Scouting report: Noah Clowney
Noah Clowney impressionou na sua única temporada de basquetebol universitário, vestindo o fato de macaco com gosto e correspondendo em tudo o que lhe foi pedido, tornando-se essencial para uma das melhores equipas da NCAA em 22/23.
Dados biográficos
2022/23: 27,5 min/j — 9,8 pts — 7,9 res — 0,8 ass — 0,6 rou — 0,9 des — 48,6% FG — 28,3% 3PT — 64,9% LL
Atletismo
Combo extremo grande/big muito jovem e com um pack aliciante de tamanho, envergadura e verticalidade. Clowney é adequadamente largo, forte e joga no físico, mas provavelmente terá dificuldades em vir a ser um “5” a tempo inteiro.
Muito boas movement skills, tanto a mover-se norte–sul como este–oeste. Consegue comer espaço como se nada fosse e tem um pulmão incansável; é incrível em jogadas de insistência, com esforço consistente. Raras vezes se cansa.
Perfil ofensivo
Noah Clowney é um finalizador de jogadas no pick-and-roll e no dunker spot, bem como um íman de segundas oportunidades. Pode versatilizar como espaçador e popper caso o seu tiro exterior progrida no sentido correcto.
Apesar da ausência de puro tamanho, Clowney cumpre as tarefas de big man respeitavelmente: paira debaixo do aro e oferece linhas de passe para subir e finalizar fácil, é um bom rim runner e ameaça para o lob, desbloqueando para o aro com grande fluidez. Não é especialmente eficaz a bloquear para o portador, mas solta-se de forma fluida e rápida e é extraordinário em putbacks e segundas oportunidades, no geral. Fantástico a esmagar a tabela ofensiva, super-activo a estabelecer posição cedo, combativo, inteligente a encontrar e punir adversários menores.
O lançamento é a habilidade a monitorizar daqui para a frente. Se evoluir positivamente, Clowney pode ser usado tanto como um puro “4” como gadget small-ball 5, oferecendo elasticidade defensiva máxima + versatilidade ofensiva. Se o tiro não se materializar, terá de viver atado a um stretch big — e parte do seu brilho perde-se.
Mecanicamente, a transferência de energia na parte superior do corpo é inconstante, resultando em falhanços “sem espinhas”. Também tem tido dificuldades na linha de lance livre, bem como períodos de seca a atirar de 3. Ainda assim, há pontos positivos: Clowney mostra bom touch a finalizar no interior e nunca se coíbe de lançar se tiver espaço. Mesmo durante uma seca de triplos a meio da temporada, manteve um saudável 3PAr de 47,9%. Se as defesas começarem a agarrá-lo na linha, existe potencial para atacar closeouts a direito e finalizar.
Nunca mostrou grande coisa como passador — especialmente nos elbows, onde é pouco cuidadoso a tomar conta da bola —, mas tem momentos em que toma boas decisões rápidas em jogadas quebradas ou em transição, indiciando flashes de bom processamento e leitura, o que não deixa de ser impressionante para alguém novo e com usage baixa.
Perfil defensivo
Arquétipo de big man apetecível, pela versatilidade em várias coberturas de pick-and-roll, impermeabilidade na tabela defensiva e presença na protecção de cesto.
No P&R, é bastante respeitável em drop, posicionando-se de forma correcta e conseguindo recuar na jogada enquanto navega os vários pontos de pressão. Por outro lado, a ausência de medidas de elite (altura, especialmente) nega-lhe aquela capacidade que alguns bigs têm para cobrir toda a jogada e tirar tanto o tiro do ball-handler como negar o pocket pass. Clowney é um pouco selvagem em P&R mais agressivo, especialmente em high hedge, onde sobe demasiado forte acima do nível do bloqueio e perde o equilíbrio e a oportunidade de recuperar para o interior. Não é o melhor atleta a mudar velocidades em áreas curtas e precisa de melhor entender que ângulos tomar quando se aventura fora da linha de 3.
O seu traço mais entusiasmante talvez seja o quão confortável se sente a defender no perímetro e manter-se colado ao portador, mostrando o seu impressionante motor, envergadura e lateralidade para conter a penetração em drible.
Como protector de cesto, Clowney está numa zona cinzenta algo insatisfatória: falta-lhe o puro tamanho para ser um primário, e também nem sempre é 100% pontual e atento nas rotações para ser impactante vindo do lado fraco. Não que seja mau a qualquer destas habilidades, mas são falhas a pesar quando se pensa no tipo de jogador que é e no encaixe para o potencializar. É bom a demover tentativas no pintado, muito devido à envergadura, técnica de verticalidade e timing no salto.
Por fim, Clowney é um bom defensor em transição e provavelmente recebe a coroa de Jaylin Williams como o mestre a sacar charges da classe de 2023.
Notas finais
Noah Clowney impressionou na sua única temporada de basquetebol universitário, vestindo o fato de macaco com gosto e correspondendo em tudo o que lhe foi pedido, tornando-se essencial para uma das melhores equipas da NCAA em 22/23.
O stock do jovem tem sido, ainda assim, volátil, flutuando entre o fim da lottery e o início da segunda ronda, com alguns avaliadores a realçar a falta de polimento no seu jogo e a ambiguidade posicional, tanto ofensiva como defensiva. Partilho algumas das preocupações, com a natureza jack of all trades, master of none do seu jogo defensivo à cabeça. Ainda assim, para mim é um talento para ser escolhido nos 20s: gosto da confiança que tem no seu lançamento, gosto muito da juventude e da produtividade, especialmente num Draft 2023 que perdeu tanta profundidade nos últimos meses. Existe espaço para um big miúdo, versátil e produtivo ali.