Mesa de cabeceira #38 - O trabalho invisível
Como se constrói um draft board, na perspectiva de um antigo scout da NBA.
O draft é daqui a três semanas. Antes de toda a gente ter uma opinião sobre quem devia ou não ser escolhido, vale a pena perceber como funciona o processo por dentro.
Anthony Goods foi scout na NBA. Neste vídeo, explica como uma equipa transforma cerca de 500 prospects num único nome na noite do draft: as reuniões de pré-época, as visitas aos jogos, o que é um PEG e por que razão um jogador classificado em sétimo pode ter um tecto superior ao que está em quinto, como se recolhe intel sobre carácter e contexto familiar, e porque é que os melhores departamentos de scouting não procuram consenso, mas sim a verdade.
E já que estamos a olhar para o que os scouts valorizam — leitura de jogo, antevisão, tomada de decisão sob pressão —, Ben Taylor, de Thinking Basketball, foi rever as jogadas mais inteligentes dos playoffs de 2026: as melhores leituras defensivas, os ajustes táticos em tempo real, os momentos em que um jogador viu o que os outros ainda não tinham visto. É o complemento perfeito.
📚 Dobra no canto
Mike Shearer escreve sobre Karl-Anthony Towns, como jogador sempre subvalorizado apesar de nunca ter precisado de ser defendido. Escolha número um do draft, várias vezes All-Star, contrato máximo. E ainda assim, durante anos, o jogador mais fácil de gozar na liga norte-americana.
O artigo usa o Jogo 1 das Finais como ponto de chegada: KAT a destruir Victor Wembanyama em isolamento e a defendê-lo melhor do que ninguém esperava.
Se isso muda alguma coisa na narrativa? A resposta fica para quem lê.
Outras sugestões de leitura:
📥 The Championship Runs Through Victor Wembanyama - Above the Break
📥 Exits: Outside the cave, the Lakers girls are dancing - BASKETBALL FEELINGS
📥 Chet Holmgren and the $240 Million Disappearing Act - Kevin O’Connor
☕ Conversa de café
Na última edição do podcast A Bola Não Mente, a análise dos dois primeiros jogos das finais da NBA: os New York Knicks a vencerem os dois jogos em San Antonio, com destaque para Karl-Anthony Towns e para a superioridade mental e coletiva dos Knicks sobre os Spurs.
No primeiro episódio da semana, a análise do Jogo 1 das Finais: vitória dos Knicks em San Antonio por 10 pontos, o impacto de Karl-Anthony Towns no matchup com Victor Wembanyama e os 13 pontos de Jayen Brunson no último período como fator decisivo.
No podcast Afunda de 3, a análise do Jogo 7 entre os San Antonio Spurs e os Oklahoma City Thunder, a discussão sobre por que razão não há motivo para pânico em OKC, e a antevisão das finais da NBA.
🚨 Buzzer beater
Neemias Queta voltou ao Barreirense. E trouxe Joe Mazzulla, recém-eleito treinador do Ano da NBA, que está em Portugal para visitar o gigante do Vale da Amoreira.




