Mesa de cabeceira #35 - O monstro
O talento, os números e o gene competitivo de Victor Wembanyama.
Victor Wembanyama tem 22 anos. Os San Antonio Spurs estão nas finais de conferência Oeste. E há uma pergunta que era impensável há três anos e que agora já não o é.
Ben Taylor, de Thinking Basketball, foi ver os números. A resposta está na defesa: quando Wemby está em campo, os adversários tentam 17 ataques a menos por cada 100 posses de bola perto do cesto. Não é porque os desarma a todos, mas porque os adversários simplesmente deixam de tentar. Esse nível de impacto defensivo ultrapassa os Detroit Pistons de 2004 com Ben Wallace. E começa a aproximar-se de um território que pertencia só a Bill Russell.
O segundo vídeo vai buscar outra dimensão. A cotovelada que Wemby deu a Naz Reid no Jogo 4 não foi um acidente. Foi o momento em que percebemos que o fenómeno francês não só tem o talento de um jogador de outra dimensão, como tem o gene competitivo de Michael Jordan e Kobe Bryant. Minnesota tentou intimidá-lo fisicamente durante toda a série. Com isso, criou um monstro e pagou o preço no Jogo 5, com Wemby a responder da forma mais eloquente possível.
O terceiro faz o que os números não conseguem: mostra. Vinte e seis pontos, doze ressaltos, quase quatro abafos por jogo. Desarmes de lançamento com a mão errada. Triplos sobre qualquer defensor. Passes de visão periférica. Nada disto devia existir no mesmo jogador. Mas é real.
📚 Dobra no canto
Molly Morrison não escreve sobre o que Brandon Clarke poderia ter sido enquanto jogador de basquetebol. Escreve sobre o que foi como pessoa.
O atleta que chegou a Memphis aos 22 anos e desafiava a gravidade como rookie foi travado por lesões que se acumularam durante três épocas. Mas o artigo não é sobre isso. É sobre a fundação que Clarke criou para ajudar famílias em dificuldade, sobre o amor pela leitura, sobre a forma como abraçava os colegas sem hesitação. E sobre o facto de milhares de pessoas que nunca o conheceram estarem a chorar alguém que as fazia felizes simplesmente por existir.
Outras sugestões de leitura:
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📥 the function - bang!
☕ Conversa de café
Na última edição do podcast A Bola Não Mente, as mortes de Brandon Clarke e Jason Collins — o primeiro jogador da NBA a assumir publicamente a homossexualidade enquanto ainda jogava —, e a análise das meias-finais de conferência, com Cleveland Cavaliers e San Antonio Spurs a uma vitória da próxima ronda.
No primeiro episódio da semana, as varridelas dos Oklahoma City Thunder aos Los Angeles Lakers e dos New York Knicks aos Philadelphia 76ers, a análise das duas séries ainda em aberto, e os resultados da lotaria do draft com os Washington Wizards a ficarem com a primeira escolha.
No podcast Afunda de 3, os resultados da lotaria do draft, o futuro de LeBron James após a eliminação pelos Thunder, a decisão de Austin Reaves como a mais importante do verão dos Lakers, e a análise das meias-finais de conferência com os Spurs em posição de fechar frente aos Timberwolves.
🚨 Buzzer beater
Descrição desnecessária.




