Mesa de cabeceira #18 - Omoletes sem ovos
Spain pick-and-roll, Jaylen Brown a converter 48% nos lançamentos de meia distância e Neemias Queta no cotovelo: o melhor ataque da NBA não procurou substituto para Jayson Tatum.
Jayson Tatum rompeu o tendão de Aquiles nos playoffs da época passada. Kristaps Porziņģis, Jrue Holiday, Al Horford, três titulares do anel de 2024, também saíram. Analistas escreveram que a época dos Boston Celtics seria um ano de transição. Três meses depois, Boston lidera a NBA com o ataque mais eficiente da liga. E não tentaram substituir Tatum. Mudaram o sistema por completo.
Ben Taylor mostra como Joe Mazzulla reinventou o ataque: Spain pick-and-roll como ação base, Jaylen Brown a lançar 12 mid-ranges por jogo com 48% de eficácia, Neemias Queta a flutuar no cotovelo da área restritiva como hub ofensivo. Boston continua a ser a equipa com o pace mais baixo da NBA, mas não porque procura switches. Procura espaço.
A teoria de Ewing diz que equipas melhoram quando perdem a estrela. Patrick Ewing nunca viveu isso. Na verdade, os New York Knicks eram piores sem ele. Mas Chris Webber nos Sacramento Kings de 2004? Ja Morant nas duas épocas de ausência prolongada em Memphis? Não é sobre a estrela ser sobrevalorizada. É sobre treinadores repensarem tudo quando a estrela já não está lá para impor o sistema. Mazzulla não procurou um substituto direto para Tatum. Redesenhou o ataque à volta de Brown, Payton Pritchard, Derrick White e um poste português.
📚 Dobra no canto
Os Minnesota Timberwolves cumprem um momento de silêncio antes de um jogo. Cinco segundos depois, alguém grita “GO HOME ICE”. Outros respondem “FUCK ICE”. Chris Finch fala em condolências, mas nenhum atleta diz nada publicamente.
A urgência que incendiou a bolha de 2020 após o assassinato de George Floyd existia porque o isolamento forçado da COVID criou proximidade entre jogadores, conversas frequentes, foco imediato. Agora, essa urgência foi embotada: líderes falam cuidadosamente de conflitos globais ou semeiam caos para dividir atenção coletiva, cortar o próprio impulso de reagir.
Katie Heindl escreve sobre o assassinato de Renee Nicole Good em Minneapolis. Ou melhor: sobre como a urgência desapareceu do discurso coletivo.
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Na última edição do podcast A Bola Não Mente, recebemos o humorista Guilherme Fonseca, para montar o Mount Rushmore dos mete-nojo da liga, comparar jogadores a humoristas e discutir se LeBron James ainda tem lugar nos Los Angeles Lakers.
E no primeiro episódio da semana, a troca de Trae Young abriu um debate sobre Giannis Antetokounmpo e Anthony Davis como alvos dos Atlanta Hawks, os surpreendentes Phoenix Suns e o mercado de Ja Morant.
No podcast Afunda de 3, mercado de Ja Morant estagna após troca de Trae Young redefinir valor de bases problemáticos, lesão de Anthony Davis abre tanking season para os Dallas Mavericks e o lugar de Neemias Queta no ranking dos postes titulares da Conferência Este.
🚨 Buzzer beater
Game recognizes game.







