Os Boston Celtics entraram com tudo nas Finais da NBA e quiseram lembrar os mais esquecidos que dominaram a fase regular com eficiências nos dois lados do campo comparáveis às das melhores equipas da história da liga norte-americana.
O murro foi directo ao estômago de Luka Dončić, à volta de quem a equipa técnica liderada por Joe Mazzulla definiu o plano de jogo. E o plano de jogo foi cumprido à letra dentro de campo, em especial do lado defensivo.
Como analisámos no podcast de reacção ao Jogo 1 do Bola ao Ar, o regresso de Kristaps Porziņģis também foi determinante para desbloquear a melhor versão dos Celtics. O poste letão começou no banco, entrou a meio do 1.º quarto com Boston a ganhar por um ponto e o seu impacto imediato permitiu a conquista de uma vantagem de 17 pontos no final do período inaugural.
Vinte pontos em vinte minutos saltam à vista e o espaçamento que oferece a presença de KP em campo permitiu abrir o ataque de Boston, mas o plano de jogo foi também centrado naquilo que a sua protecção de cesto retira aos texanos.
Com o regresso da âncora defensiva na última linha de protecção do cesto, os defensores de perímetro dos Celtics puderam arriscar um pouco mais na pressão aos portadores da bola. Mas o plano defensivo de Mazzulla à volta de Dončić foi muito para além disso.